Fonte: GABRIELA GUERREIRO Folha Online, em Brasília Foto: DivulgaçãoO ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires disse nesta terça-feira em depoimento à CPI dos Cartões Corporativos que enviou "por engano" ao assessor parlamentar André Fernandes o arquivo com o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Aparecido disse que, se tivesse a intenção de encaminhar o arquivo ao assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), não teria utilizado o e-mail.
"Minha intenção era apenas de anexar o arquivo 'hoje'. Se anexei a planilha 'excel', não houve dolo, má fé, ou nem isso ocorreu de maneira deliberada. Se anexei, foi por descuido, erro humano. Não admito que enviei o e-mail induzido por qualquer motivação. Se tivesse a intenção de passar esses dados, o faria por CD, disquete ou pen drive", disse.
"Minha intenção era apenas de anexar o arquivo 'hoje'. Se anexei a planilha 'excel', não houve dolo, má fé, ou nem isso ocorreu de maneira deliberada. Se anexei, foi por descuido, erro humano. Não admito que enviei o e-mail induzido por qualquer motivação. Se tivesse a intenção de passar esses dados, o faria por CD, disquete ou pen drive", disse.
O ex-secretário também isentou a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ou sua secretária-executiva, Erenice Guerra, na operação de montagem do dossiê. "Nunca conversei sobre esse assunto com Erenice Guerra e a ministra Dilma", enfatizou.
Aparecido negou que, no e-mail enviado para Fernandes com o dossiê, tenha anexado qualquer mensagem com referência ao conteúdo do anexo. "Na mensagem enviada ao André, não há qualquer menção a um possível dossiê para constranger a oposição", afirmou. No seu depoimento à CPI, também prestado nesta terça-feira, o assessor parlamentar disse que havia uma mensagem de Aparecido na qual o ex-secretário revela sua intenção de levantar os gastos da gestão FHC.