sábado, 3 de maio de 2008

Ela está cheia de açúcar

Mat. e Foto: Abril.com/Bichos

A labradora que você vê é diabética. E, com certeza, está longe de ser um caso raro no consultório veterinário. De repente, o pâncreas desacelera a produção de insulina. Então, o organismo do animal deixa de transformar em energia toda a comida da tigela. Parte vira glicose que, sem insulina, fica dando sopa no sangue, fora das células. O bicho até continua devorando tudo o que o dono lhe oferece, mas só faz perder peso, bota a língua pra fora, esbaforido, em qualquer caminhada à toa, não topa nenhuma brincadeira e vive sedento. São esses, aliás, os sinais do diabete nos cachorros, mal que vem se tornando uma das queixas mais freqüentes nas clínicas veterinárias.

Hoje em dia as pessoas têm uma relação mais estreita e cuidadosa com seus animais de estimação. Desse modo, correm ao veterinário quando notam qualquer sinal errado, o que favorece uma maior quantidade de diagnósticos. Talvez, no passado, muitos cães morressem diabéticos sem que os donos fizessem a menor idéia.

É bem provável: esses cachorros viveram mal e morreram precocemente. O diabete causa cegueira, qualquer machucado demora em fechar, sem contar os estragos, muitas vezes fatais, que a doença faz nos rins e no coração. Complicações assim só são evitadas se o bicho recebe injeções diárias de insulina. As doses devem ser precisas e, a cada três meses, no máximo, precisamos fazer um acompanhamento minucioso do animal, resume o veterinário Mário Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo.

No mais, é cuidar bem da alimentação e estimular o bicho a se mexer todos os dias. Sem mudança nos hábitos, é praticamente impossível controlar o diabete, ressalta Marcondes. Seguindo à risca essas recomendações, seu melhor amigo pode ter uma rotina normal e viver bem e por muito tempo.
Quando Diana, esta fêmea de labrador, foi diagnosticada com diabete, Elizabete Moraes, sua dona, quase caiu para trás. Nem imaginava. Mas ela ficou desanimada dias a fio e, quando chegou ao hospital, teve de ser internada para estabilizar os níveis de açúcar e diminuir o risco de complicações, relembra. Durante sua estada no Hospital Veterinário Sena Madureira, na capital paulista, Diana passou por um exame capaz de apontar precisamente a dose necessária de insulina para o seu organismo. Sim, para cada cão, uma dose. Passados três anos do susto, tratada com disciplina, ela fica toda serelepe quando alguém pega a guia: Diana já pressente que é a hora da caminhada

RESUMO DA ÓPERA
Sintomas do diabete em cães: sede excessiva, perda de peso, aumento de apetite e cansaçosão os mais evidentes. E, se você nota que junta formiga sempre que o bicho urina no quintal, pode apostar que há açúcar ali no líquido. Esse é outro sinal.