Fonte: Agência Estado
A proposta em discussão no governo de criar novamente uma contribuição sobre movimentação financeira, a exemplo da CPMF extinta em janeiro de 2008, repercutiu mal entre os empresários que integram a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião da Cúpula América Latina e Caribe-União Européia em Lima.
Eles dispararam críticas contra a proposta. "Só levando na brincadeira", reagiu o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "Esse assunto é página virada. Vamos fazer coisas novas", disse Skaf.
A proposta, que será discutida na reunião do presidente Lula com sua coordenação polí
tica nesta segunda-feira dia 19/05, prevê a volta da cobrança de uma contribuição sobre as movimentações financeiras, provavelmente de 0,08%, para ser aplicado na área de saúde e ajudar a custear o aumento de repasses para o setor previsto do projeto de lei, conhecido no Congresso por emenda 29.
O projeto, já aprovado pelo Senado e com votação marcada na Câmara para a última semana de maio, estabelece a obrigatoriedade de a União repassar 10% das receitas brutas para o setor.
"A sociedade brasileira não aceita mais aumento de impostos", afirmou o presidente da Fiesp.
Skaf avaliou que há uma contradição entre o aumento de impostos e a estabilidade e o desenvolvimento. "A CPMF foi enterrada no dia 31 de dezembro de 2007 e nossa carga tributária representa 40% do PIB e isso não é culpa desse governo.