quarta-feira, 18 de junho de 2008

Angioplastia diminui a necessidade de cirurgias cardíacas

Fonte: Assessoria de Imprensa Unicardio

Um método que existe há trinta anos, mas que vem ganhando inovações ao longo do tempo, tem permitido a diminuição das cirurgias cardíacas: a angioplastia, procedimento que tem por objetivo desobstruir um vaso sangüíneo. A primeira foi realizada em 1977, na Suíça. No Brasil, chegou em 1981. Neste mesmo ano, o cardiologista intervencionista Charles Vieira, que atua na Unicardio de Blumenau, também fez a primeira angioplastia da sua carreira, no Hospital Albert Einstein, com o uso do histórico Balão DG. Por isso, ele pode falar sobre o assunto com a experiência de quem acompanhou toda a trajetória de desenvolvimento da cardiologia intervencionista no país e no mundo. Segundo o médico, o incremento tecnológico diminuiu o número de pacientes enviados à cirurgia cardíaca e a tendência é que esse índice sofra um declínio ainda maior. “O paciente quer cada vez menos ser submetido a procedimentos cirúrgicos com envergadura similar a da cirurgia cardíaca”, assinala.

Com a evolução da tecnologia dentro da Cardiologia Intervencionista, surgiu o stent coronariano, uma prótese metálica, de formato cilíndrico, com tecnologia laser, que é montado em um balão para ser liberado no local correto e manter a artéria aberta. “Os stents começaram a trazer excelentes resultados em relação ao uso isolado do balão”, lembra Charles Vieira. Os stents trouxeram um alento para os pacientes que necessitam de um tratamento que ultrapasse o portal do clínico cardiologista, mas sem chegar ao do cirurgião cardíaco. “Em 2002 tivemos o advento do stent farmacológico, que carreia drogas em sua superfície, e traz resultados superiores ao stent convencional na maioria dos casos”, acrescenta.

Mesmo assim, o cardiologista acredita que ainda pode-se evoluir nessa área. “O ponto máximo de desenvolvimento é quando conseguirmos um stent farmacológico cuja plataforma de construção e todas as drogas colocadas sobre o mesmo sejam integralmente absorvíveis pelo organismo humano, de tal forma que entre três e seis meses nada mais exista de artifício dentro da coronária e a mesma mantenha-se em excelente funcionamento”, aponta. Charles Vieira lamenta, no entanto, que esses procedimentos sejam onerosos. “Infelizmente os stents farmacológicos não mostraram uma queda nos preços, como gostaríamos que tivesse acontecido. O desconhecimento científico dos responsáveis pelo gerenciamento de planos de saúde é muito grande, dificultando o uso desta medicina em favor do paciente”, acrescenta o médico.