domingo, 27 de julho de 2008

Bariloche

Fonte: Blog do Esqui

Como demonstra a quantidade de comentários sobre Bariloche, a cidade continua mesmo sendo o destino de inverno preferido dos brasileiros.
A falta de neve no começo da temporada assustou muita gente, mas tudo indica que agosto será bem melhor.
Quem voltar depois de muito tempo é capaz de surpreender-se: poucos lugares na Argentina receberam tantos investimentos nos últimos anos. Só na estação de esqui de Cerro Catedral, que unificou em 2004 duas operações independentes na mesma montanha (Robles Catedral e Alta Patagônia), já foram injetados milhões de dólares em um plano de expansão que incluiu a construção de teleféricos e restaurantes.

E a cada temporada são inauguradas novas pousadas de luxo, inclusive nas áreas próximas de Lago Gutierrez e Villa La Angostura, mais bucólicas e reservadas.

A história de San Carlos de Bariloche começa com a chegada dos primeiros colonos alemães vindos do Chile, no início do século passado, quando as fronteiras internacionais andinas ainda não haviam sido definitivamente estabelecidas.

O primeiro clube de esquiadores surge em 1931, mas a vocação turística da cidade só ganharia impulso a partir da década de quarenta, com o governo de Juan Domingo Perón e, dizem, o estabelecimento no local de muitos fugitivos nazistas abrigados pelo caudilho. Existe inclusive uma lenda urbana que assegura que Hitler e sua amante Eva teriam sido trazidos de submarino ao fim da guerra e passado seus últimos dias ali, em uma idílica versão latina dos Alpes germânicos.
A neve pode ser melhor nas altíssimas estações chilenas, mas nada bate as ladeiras geladas de Cerro Catedral em termos de restaurantes e quantidade de teleféricos, sem falar no charme alpino da vilazinha na base da montanha.

Na alta temporada, é recomendável subir pela gôndola da Plaza Amancay, no lado esquerdo, até o setor de Punta Princesa, menos concorrido e com bons terrenos para todos os níveis.