Fonte : Reuters
O Comitê Olímpico Internacional (COI) admitiu que pode ter sido ingenuidade de sua parte esperar que a China permitisse à imprensa acesso livre à Internet durante a Olimpíada de Pequim.
Mas o presidente o COI, Jacques Rogge, afirmou em uma coletiva de imprensa que houve melhorias e que o acesso dado pela China não tem precedentes em países comunistas. Autoridades chinesas bloquearam portais no início da semana, mas concordaram em desbloquear certo número quando o COI, que havia dito que o acesso seria irrestrito, "Eu diria que somos idealistas. Idealismo tem certa dose de ingenuidade", afirmou Rogge em resposta a uma pergunta se o COI havia sido ingênuo ao acreditar que a China mudaria sua maneira de lidar com a Internet.
"Nós não somos os responsáveis pela Internet na China. Eu não vou fazer uma apologia por algo que o COI não tem nenhuma responsabilidade", declarou o presidente. "Acredito que o acesso atual não tem precedente neste país. Houve uma melhora e isso é o que conta."
Rogge negou acusações de que dirigentes do COI haviam feito um acordo com as autoridades chinesas para aceitar as restrições.
Quando o COI entrou em ação, a China desbloqueou vários sites, incluindo o serviço da BBC em mandarim e o da Anistia Internacional. A Anistia considerou a restrição à Internet como "traição aos ideais olímpicos".
A questão causou um grande tumulto dias antes do início dos Jogos, que começou dia 8 e vai até 24 de agosto, com o Comitê Organizador dos Jogos de Pequim (Bocog, da sigla em inglês) afirmando que sites delicados permaneceriam bloqueados pelas autoridades comunistas.
Embora o acesso à Internet seja relativamente livre para jornalistas durante o período dos Jogos, ele ainda é totalmente controlado para o resto do país.
Portais relacionados ao movimento espiritual Falun Gong e a outras questões que desagradam as autoridades comunistas são totalmente bloqueados.
O Bocog é o responsável direto pelo controle dos Jogos Olímpicos de Pequim, sob controle do COI, que estabelece as políticas gerais.