Mat: HAG Foto: G1Ainda esta semana escrevi nesta coluna, sobre a decepção que estava tendo com vários atletas de ponta do Brasil, que não estavam correspondendo nos jogos Olímpicos de Pequim, inclusive do resultado obtido pela seleção brasileira de futebol masculino.
Só que a recuperação do meu pessimismo veio com o resultado das meninas de prata que valem ouro, porque mesmo perdendo para os Estados Unidos na prorrogação, demonstraram garra de quem ganha pouco, mas tem vontade de brigar pelo resultado até o ultimo minuto do jogo, coisa que muitos jogadores da seleção masculina não fazem, porque nos dão a entender que se o resultado final for a vitória tudo bem, mas senão vier também esta tudo bem, pois seus salários são altíssimos e ao retornam aos seus clubes a vida segue.
Já as meninas precisam dos resultados positivos para ter o reconhecimento da CBF, que não se digna a chamar para si a responsabilidade de organizar campeonatos para que estas meninas possam ter seu valor reconhecido e o com isto dar incentivo para que mais meninas apareçam para mostrar seu potencial, pois elas existem, o que falta é motivação.
No Brasil elas vivem de salários insignificantes nos clubes que atuam, e muitas delas ganham a ajuda do Bolsa Atleta, vindo do Governo Federal.
Escrevi tudo isto para reconhecer o valor de nossa seleção de futebol feminino, sei que é pouco e que o meu reconhecimento talvez não toque o coração de quem manda no futebol brasileiro, mas o colunista sente-se a vontade para dizer que se o reconhecimento merecido aparecer não será favor a elas, trata-se apenas do valor de quem realmente tem.