
Escuta da Coluna
O impacto da crise financeira no tráfego aéreo mundial deve se manter pelo menos até o final do ano que vem.
A análise é do diretor da consultoria aeronáutica Multiplan, Paulo Bittencourt Sampaio. Ele explica que a queda de 2,9% no número de viagens no mês de setembro é um reflexo direto da queda de volume de negócios.
Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo, é o primeiro retrocesso do setor desde 2003. Apesar de o preço do barril do petróleo também estar em baixa, a queda não compensa as variações da cotação do dólar, que é o que baliza os custos de manutenção das frotas em todo o mundo.
Ainda mais porque muitas empresas aéreas fizeram reservas para se prevenir de possíveis altas no preço do combustível. Para Paulo Sampaio, a crise deve impulsionar as fusões entre grandes empresas na Europa e Estados Unidos.
E com a desvalorização do real, a tendência para o mercado brasileiro é de que haja até aumento o fluxo de entrada de passageiros no Brasil.
Outro consultor em transporte aéreo, Wladmir Lima da Silva, diz que o comportamento do consumidor brasileiro deve ser o inverso: muita gente vai deixar de viajar nos próximos meses. Wladmir Lima da Silva diz que não acredita em retrocesso no tráfego aéreo do Brasil, e sim em crescimento muito mais tímido até 2009.