segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Técnica para cateterismo e angioplastia diminui complicações e desconforto

Fonte: Assessoria de Imprensa Unicardio Cristiane Soethe Zimmermann

Menos complicações, maior rapidez no procedimento e na recuperação, segurança e conforto para o paciente. Essas são apenas algumas das vantagens de um método que vem sendo utilizado de forma pioneira no Estado de Santa Catarina pela Unicardio, de Blumenau, para a realização de cateterismo cardíaco e angioplastia com ou sem implante de stents coronarianos: a punção da artéria radial no punho.

Quem implantou essa técnica em Blumenau foi o médico Charles Luiz Vieira, hemodinamicista e cardiologista Intervencionista, e até hoje não há outra clinica na cidade que a utilize rotineiramente.

De acordo com Charles Vieira, por desconhecimento da população sobre as vantagens da técnica, torna-se freqüente o uso de outros métodos como a punção da artéria femural, na perna ou pela técnica de dissecção braquial, no braço, que consta de um corte na região anterior do cotovelo, para achar a artéria ou veia e realizar o procedimento. Essas técnicas, como a punção na perna, exigem um tempo bem mais longo de repouso, de quatro a seis horas.

A dissecção no braço normalmente precisa de dois pontos na pele, que precisam ser retirados oito dias após, além de gerarem mais desconforto ao paciente.
A punção pela artéria radial utiliza sondas mais finas e bem menos agressivas, o que representa uma grande vantagem, especialmente para as mulheres, que possuem artérias mais finas que os homens. “A técnica é relevante em pacientes enfartados agudos que vão usar drogas que, em última análise, promovem anti-coagulação”, explica o médico.

Como é feita a punção radial

Primeiro, é feito um teste no paciente para saber se é possível fazer o procedimento pela artéria radial. Esse teste é positivo em cerca de 93% das pessoas, aumentando as chances de uso desta técnica.

A artéria é alcançada com uma agulha de uso específico (punção arterial), através da qual é posicionada uma pequena sonda dentro da artéria, e através desta sonda, cautelosamente, se introduz o cateter que vai até o coração.
Com o cateter posicionado é injetado o contraste, para que possa ser examinado e/ou tratado o

local correto.

Pesquisa comprova satisfação dos pacientes
Para conhecer a opinião dos próprios pacientes a respeito desse método, a Unicardio realizou uma pesquisa interna, coordenada pela enfermeira Marisete de Fátima de Almeida Junckes.

Os entrevistados relataram diminuição do desconforto e valorizaram a rapidez na técnica de punção radial. Marisete ressalta que a permanência no laboratório de hemodinâmica nesse tipo de técnica é de duas horas após o término do procedimento, enquanto em outras técnicas, como a transfemural, são necessárias, no mínimo, quatro horas de repouso.