
Neste dia 15, o País comemora o Dia Nacional de Controle da Infecção Hospitalar e o Hospital Santa Isabel aproveita a data para destacar ações que possam ajudar a reduzir a incidência do problema.
Uma dessas ações é a "Higienização das Mãos - um Pequeno Gesto, uma Grande Atitude".
Um Programa de Controle de Infecção hospitalar (PCIH) bem implantado, dizem os especialistas, pode reduzir em até 30% as infecções hospitalares. Um estudo recente promovido pela Agência mostrou que só 38% dos hospitais do país têm comissões de controle de infecção funcionando.
Em 1994, uma pesquisa do Ministério da Saúde constatou uma taxa de paciente com infecção hospitalar de 13,1%. Hoje, no Hospital Santa Isabel, temos uma taxa média de 4%.
Para um efetivo controle de infecção hospitalar é importante ter no hospital profissionais motivados, trabalhando em equipe, respeitando cada um dentro de suas funções, atualizando-se com freqüência e com capacidade de auto avaliarem-se. A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (C.C.I. H) e Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (S.C.I.H.) são instrumentos para todas essas ações, fornecendo um parâmetro objetivo para se mensurar a qualidade do atendimento ao mesmo tempo em que apontam e avaliam soluções propostas. Realizar um efetivo controle de infecção é uma necessidade que pode ser medida em racionalização de custos, lucratividade ou exigências legal, moral ou ética. Antes de tudo, é um compromisso com a saúde da população brasileira. O profissional do controle de infecções deve ser uma fonte permanente de consultas para toda a equipe hospitalar.
Cada hospital deve conhecer seu paciente e a qualidade de seu atendimento, além de divulgá-lo para a população. “A comunidade deve exigir que seus direitos sejam respeitados. E deve cobrar que o hospital utilizado tenha Comissão de Controle de Infecção Hospitalar".
Porque devemos controlar as infecções hospitalares
Num compilado de trabalhos internacionais, em média cada paciente com infecção hospitalar fica quatro dias a mais internado, seus custos diretos elevam-se cerca de US$ 2.100,00 e o risco de falecer em decorrência desta nova patologia é 3,6%. O custo direto das infecções hospitalares é aquele gasto no diagnóstico e tratamento do paciente que adquiriu esta patologia. Inclui diárias adicionais, novos exames subsidiários laboratoriais ou de rádio imagem, o pagamento dos profissionais de saúde, o tempo de trabalho por eles despendido, inclusive no regime de isolamento às vezes indicado quando identificamos germes multirresistentes e finalmente, os custos com medicamentos e insumos.
O ato de higienizar as mãos é historicamente, uma preocupação na área da saúde. Foi o médico húngaro Ignaz Philliph Semmelweis quem demonstrou a realidade e prevalência da transmissão das infecções hospitalares por meio das mãos. No dia 15 de maio de 1847, ele instituiu o uso de uma solução clorada para a lavagem das mãos como procedimento obrigatório (para todos) na entrada da sala de parto do hospital em que trabalhava, em Viena, capital da Áustria. Após a introdução do procedimento de higienização das mãos, observou-se a redução no número de mortes maternas por infecção puerperal (pós-parto). A prática, sugerida por Semmelweis, tem sido recomendada como medida primária no controle da disseminação de agentes infecciosos. No Brasil, a data (15 de maio) consagrou-se então desde 1999, como o Dia Nacional do Controle de Infecção Hospitalar.
Várias hipóteses tentam explicar a não adesão a este ato simples e de eficácia por demais comprovada ao longo de todos estes anos. Hoje, diante da indiferença de alguns e do ceticismo de outros, na higienização de mãos se insere a idéia cada vez mais forte de que a simplicidade deste gesto num mundo complexo das formas e costumes é talvez a maior responsável pelo descrédito de sua efetividade.
Por estas razões, nós do Controle de Infecções em Serviços de Saúde queremos resgatar o ato de Higienizar as Mãos (com água e sabão e/ou com álcool gel 70%) símbolo do Programa de Controle de Infecção Hospitalar.
Necessário se faz a conscientização de toda Sociedade passando pela comunidade científica, permeando as universidades, atingindo a população como um todo, parceira importante no Controle das Infecções em Serviços de Saúde.
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar
HOSPITAL SANTA ISABEL