quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Um registro que se faz necessário

Texto: Hamilton Antonio

Foi ao ar na noite de terça-feira o último capitulo da novela Pantanal exibida pelo SBT, novela que havia sido levada ao ar em 1991 pela extinta TV Manchete, sucesso na época, sucesso agora, um elenco que pequeno mas com um núcleo maravilho tendo como atores principais Cristiane Oliveira e Cláudio Marzzo.

Uma historia que falou do amor pela natureza do pantanal mato-grossense, das aves e árvores, dos lagos e rios, onde uma moça virava onça quando ficava raiva, um personagem chamado Filó, que transbordava de amor pelo seu Zé Leôncio, com quem conviveu durante anos e só se casou no ultimo dia de vida dele.

Zé Leôncio um personagem que empunha respeito pela maneira honrada com que conduzia sua vida de fazendeiro, não esquecendo de dar aos dois filhos de mulheres diferentes, e a um terceiro que o criava desde de pequeno, filho de Filó, amor e educação, sabendo que assim morreria um dia em paz, e que seu esforço para adquirir fortuna criando gado e fazendas, não causaria nenhuma briga na hora de dividir partilhas, pelos filhos que o adoravam.
Infelizmente o Zé morreu, e a novela acabou, mas a família manteve pelo nome do pai um respeito eterno, esta novela Pantanal tinha tudo de bom, claro que teve o tal do Tenório, que foi a parte ruim da historia, mas também virou comida de piranha e descansa no fundo rio.

E o velho do rio, o espírito do pai do Zé Leôncio, o seu Juventino que depois de ter sido mordido por uma boca de sapo, morreu e virou protetor da família e das pessoas de bem que viviam na redondeza.
Talvez você tenha assistido, mas para quem não teve a oportunidade, apesar de ter sido apresentada pela primeira vez na TV Manchete, e agora no SBT não virou remix, esta foi a original, com direitos adquiridos numa grande tacada do empresário Senor Abravanel (Silvio Santos).

E assim morreu o Zé e as noites não serão mais as mesmas sem o Pantanal. Noveleiro eu? Até pode ser, mas também apreciador dos ótimos trabalhos da dramaturgia brasileira, é mais um trabalho gravado que foi escrito por Benedito Ruy Barbosa, este nome vale como assinatura do trabalho apresentado