Texto : Thiago Floriano Assessor de ComunicaçãoHospital Santa IsabelPela tabela que indica a complexidade de cada procedimento cirúrgico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o transplante hepático é o mais elevado de toda a lista.
Por ser um órgão com grande número de vasos sanguíneos e, consequentemente, com grande fluxo circulatório, o fígado apresenta vasta possibilidade de complicações cirúrgicas.
Se mexer neste órgão já não é tarefa fácil, imagine a dificuldade de transplantá-lo. A prática requer amplo conhecimento técnico, precisão e toda uma infraestrutura de apoio.
Assim como tem se destacado pelos altos índices de captação de órgãos e pelos transplantes renais, o Estado de Santa Catarina apresenta resultados surpreendentes no que diz respeito aos transplantes hepáticos, sendo responsável por 7,75% de todos os procedimentos realizados em território nacional no ano de 2008.
“Se considerarmos que, de acordo com as estimativas do IBGE, o estado representava apenas 3,2% da população brasileira, percebemos que estamos em um nível muito elevado, embora ainda não seja perfeito”, analisa o gastroenterologista Marcelo Nogara, coordenador da Equipe de Transplantes Hepáticos do Hospital Santa Isabel, único centro transplantador de fígado em atividade no estado.
Em números absolutos, a equipe do Santa Isabel foi que mais transplantou fígados no país em 2007, voltando a se destacar no ano passado.
Com 91 transplantes hepáticos realizados, ficou atrás apenas da equipe do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), que fechou o ano com 95 procedimentos concluídos.
Se compararmos as taxas de sobrevida de São Paulo com Santa Catarina, percebemos que a questão não é apenas quantitativa.
Nosso serviço tem resultados excelentes em termos de qualidade dos procedimentos”, complementa Nogara.
Mais informações: (47) 3322-1205 – Dr. Marcelo Nogara, coordenador da Equipe de Transplantes Hepáticos do Hospital Santa Isabel.