Mat.: Busca da coluna no Site da CNI Confederação Nacional da IndustriaFoto: José Paulo Lacerda
A indústria entende que empregos não se criam com leis, mas com desenvolvimento econômico. “Esta é a fórmula comprovada no Brasil e no resto do mundo. Toda vez que a economia cresce, são gerados mais postos de trabalho, os salários crescem e a qualidade de vida do trabalhador melhora.
A afirmação foi feita está semana por Dagoberto Lima Godoy, empresário e consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), representando a instituição na audiência pública da Comissão Especial que analisou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que dispõe sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, e aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.
Godoy esclareceu que a CNI é a favor do mérito da proposta, de reduzir a jornada de trabalho, para que as pessoas tenham mais lazer e poder se dedicar mais à família. “Mas estamos convencidos de que a PEC não só não conduz a isso como prejudica as empresas, aumentando seus custos”, afirmou o industrial.
Segundo ele, da forma como está, a proposta “é totalmente inconveniente para a economia, para os trabalhadores e para o Brasil.” Para Godoy “é preciso criar condições que incentivem os investimentos, que provoquem novos negócios.
Aí, sim, vamos ampliar os empregos de forma sustentada.” O representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo, Alain Alpin MacGregor, também criticou a PEC afirmando que, ao contrário do que pretende, trará aumento do desemprego porque vai gerar aumento de custo da mão de obra. Ele considerou “utópica” a projeção do relator da Comissão, deputado Vicentinho (PT/SP), de que, aprovada a PEC, haverá geração de até dois milhões de empregos.
A sessão foi presidida pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB/SP), vice-presidente da Comissão. O deputado Vicentinho antecipou no plenário da Comissão que vai propor a aprovação da medida.