quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Matérias da Agência Brasilia de Comunicação

IDELI: OPOSIÇÃO USA DECLARAÇÕES DE LINA PARA CONSTRANGER DILMA

A senadora Ideli Salvatti (PT) afirmou da tribuna que os partidos da oposição estão usando as declarações de Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, para constranger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que, conforme disse, deverá ser a candidata do governo à sucessão do presidente Lula.

A senhora Lina tinha de trazer a prova de que a sua reunião com a ministra Dilma aconteceu. No mínimo, tinha de trazer a data e ele nada trouxe - sustentou, lamentando que os senadores tenham passado cerca de seis horas tratando das declarações da ex-secretária durante reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A mesma comissão, disse a senadora, aprovou logo depois, "em menos de dez minutos e sem maiores debates", projeto que cria a Universidade Federal da Fronteira do Sul, que terá campus em cinco cidades - Chapecó (SC), Laranjeiras do Sul (PR), Realeza (PR), Erechim (RS) e Cerro Largo (RS) - e vai atender, gratuitamente, a cerca de 10 mil estudantes.

Ideli Salvatti criticou o fato de, na hora da sua votação deste projeto, estarem presentes à CCJ apenas sete senadores, enquanto nas seis horas em que a ex-secretária da Receita foi questionada, passaram pela comissão "mais de 60 senadores".

Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) aplaudiu a criação da Universidade Federal da Fronteira do Sul. Também em aparte, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) disse que saiu da CCJ convicto de que a ex-secretária da Receita Federal está falando a verdade ao sustentar que teve uma reunião com a ministra Dilma Rousseff.
Mudanças Climáticas Ideli Salvatti também comunicou ao Plenário que a Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso, da qual é presidente, reuniu-se na última sexta-feira (14) com a Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis.
Na oportunidade, foram ouvidos especialistas e discutidos os problemas climáticos dos países que fazem parte da bacia do Rio da Prata (Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile).

A região, disse a senadora, tem enfrentado problemas sérios, como é o caso de enchentes e secas em Santa Catarina e sugeriu que estes países assinem um acordo para diminuir suas emissões de poluentes. Ela fez nesta terça-feira um relato da reunião de Santa Catarina na Comissão Mista de Mudanças Climáticas.

POR CAUSA DE IDELI E DELCÍDIO MERCADANTE AMEAÇA DEIXAR LIDERANÇA

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), colocou o cargo à disposição da bancada, alegando pressão de aliados para substituir os integrantes petistas no Conselho de Ética do Senado.
Uma manobra com objetivo de beneficiar o presidente do Senado, José Sarney. Ele disse aos aliados que não estaria disposto a trocar nenhum integrante e que se isso ocorrer, terá que ser com outro líder. "Fazer esse tipo de coisa, tem que ser outro líder", disse o petista, de acordo com relato de aliados.
O PT tem duas vagas ainda não preenchidas de suas três cadeiras no Conselho de Ética. A senadora Ideli Salvatti e o senador Delcídio Amaral são suplentes e não querem assumir como titulares, conforme deseja Mercadante.
A posição do líder desagradou os senadores petistas. Caso Ideli e Delcídio não assumam como titulares, outros dois senadores cotados para ocupar as vagas são Romero Jucá (PMDB-RR), atual líder do governo no Senado e Roberto Cavalcanti (PRB-PB). Alternativa seria adotada caso a bancada concorde em repassar uma das vagas para outra legenda do bloco de apoio do governo, formado por PR, PSB, PC do B e PRB. Os dois senadores estariam dispostos a votar a favor de Sarney no Conselho de Ética.

Ideli chegou a conversar com o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP) sobre o assunto. Já o senador Delcídio Amaral evitou falar da questão, mas também se mostrou insatisfeito com a postura de Mercadante. “Devemos nos reunir e conversar um pouco sobre o assunto. Quarta (19) teremos uma posição”, disse.

Na parte da tarde, após participar do depoimento da ex-secretária da Receita, Lina Vieira, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o líder petista não foi visto mais no Senado. De acordo com Delcídio, ainda não houve nenhuma conversa de Mercadante com a bancada. "Como coloca uma posição dessa sem estar sendo discutida conosco?", disse.