quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Noticias de Brasilia

Matérias da Agência Brasilia de Comunicação

APROVADA NO SENADO A CRIAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL

É a segunda universidade pública de Santa Catarina, depois de cinquenta anos", comemorou o deputado Cláudio Vignatti (PT) logo após aprovação pela Comissão de Educação do Senado, da criação da Universidade Federal da Fronteira Sul.

Autor do projeto que deu origem à nova universidade, Vignatti disse que Chapecó ganhava um presente de aniversário (92 anos, neste 25 de agosto):

Mas o dia é de festa para todo o Oeste do estado, considerando-se os diferenciais da UFFS que é a primeira de caráter popular do país a oferecer pontuação diferenciada para alunos oriundos da rede pública de ensino. A adoção desta metodologia garante aos estudantes ensino superior de qualidade sem pagar nada por isso.

O presidente da comissão de implantação da UFFS professor Dilvo Ristoff, acompanhou a votação ao lado de prefeitos e vereadores dos três estados envolvidos já que a Universidade, com sede em Chapecó terá quatro campis dois demais estados.

No Paraná, os campis funcionarão nas cidades de Laranjeiras do Sul e Realeza enquanto no Rio Grande do Sul estarão em Cerro Largo e Erechim. Quando atingir funcionamento integral, a Universidade da Federal Fronteira Sul vai atender cerca de 10 mil alunos.

CORTE NAS EMENDAS. BORNHAUSEN DIZ QUE LULA PERSEGUE SANTA CATARINA

Brasília - O deputado Paulo Bornhausen (DEM) rcelamou da tribuna que o corte promovido pelo Governo nas emendas dos parlamentares catarinenses ao Orçamento é superior a 50% o considera "uma demonstração de descaso e de perseguição a Santa Catarina.

Estou estupefato. Acabei de receber a comunicação de que, através de um decreto de 11 de agosto, saíram os cortes das emendas das bancadas dos Estados brasileiros, feitos pelo Governo Federal.

A bancada de Santa Catarina tinha colocado R$ 302 milhões para as suas realizações e obras de manutenção e que esse montante foi reduzido a R$ 141 milhões. O corte médio aplicado no Brasil foi de 25%; no meu Estado, foi de mais de 50%.

Ao falar como presidente da Comissão Externa de Acompanhamento da Tragédia em Santa Catarina, Bornhausen lembrou que a bancada de Santa Catarina, com o apoio do Congresso Nacional, apresentou uma emenda de R$ 50 milhões, corroborada pelo relator do Orçamento Geral da Uniuão, senador Delcídio Amaral (PT), que foi a Santa Catarina durante as enchentes e, do valor de R$ 20 milhões, suplementou-a para R$ 50 milhões, face às necessidade do Estado em relação a obras de recuperação e, principalmente, de prevenção.

Para minha surpresa, meu assombro e para minha indignação, o decreto do Presidente da República, decreto que chegou a esta Casa no dia 11, reduziu a zero as obras preventivas em Santa Catarina.

A Medida Provisória nº 448, de 2008, destinou recursos para o nosso Estado, mas dos R$ 360 milhões carimbados, ainda faltam mais de R$ 130 milhões. Esses recursos deveriam ser utilizados para a reconstrução de Santa Catarina e para a prevenção. E o que eu vejo aqui? Cortou a zero.

Paulo Bornhausen cobrou do presidente Lula, da senadora Ideli e da bancada do PT de Santa Catarina "uma explicação sobre o que está acontecendo", pois, segundo ele, "isso é é o mínimo que se pode fazer com Santa Catarina.

É o mínimo de satisfação que se pode dar a um povo ordeiro e trabalhador que sofreu uma enchente e que precisa de ajuda, mas não pode ser perseguido".