Serviço de busca da coluna Plantão NacionalFoto: Divulgação
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou nesta sexta-feira, em coluna publicada no jornal “Folha de S. Paulo”, a mídia, a internet e a Justiça.
O político afirma que a “sociedade de comunicação” causa a morte de um “adversário” através da “tortura moral disseminada numa máquina de repetição e propagação”. Alvo de uma série de denúncias - nepotismo através de atos secretos, desvio de verbas públicas da Fundação José Sarney e de não declarar propriedades à Justiça Eleitoral -, o peemedebista escreveu que “hoje, com a sociedade de comunicação, os princípios da guerra aplicados à política são mais devastadores do que a guilhotina da praça da Concorde”. Sarney escreve às sextas-feiras no jornal e, até então, ainda não havia mencionado em sua coluna, de forma direta ou indireta, a presença diária de denúncias no noticiário envolvendo ele e a sua família. “O adversário deve ser morto pela tortura moral disseminada numa máquina de repetição e propagação, qualquer que seja o método do vale-tudo, desde o insulto, a calúnia, até a invenção falsificada de provas”, afirmou.
Na coluna intitulada “O Fim dos Direitos Individuais”, o maranhense questiona: “como julgar uma democracia em que não se tem lei de responsabilidade da mídia nem direito de resposta, diante desse tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado?
Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito pela pessoa humana?”.