Presidente da Fifa, Joseph Blatter observa enquanto o presidente sul-africano Jacob Zuma discursa antes do show de abertura da Copa do Mundo em Johannesburgo Público acompanha as apresentações do show de abertura da Copa do Mundo em Johannesburgo
Fotos: e matéria de diversos portais
mil espectadores que lotaram o Orlando Stadium nesta quinta-feira em Johanesburgo viram um espetáculo musical eclético, em que só faltou uma coisa para caracterizar plenamente a cultura sul-africana: as vuvuzelas. O barulhento acessório foi proibido na festa de abertura da Copa do Mundo, para que artistas como Shakira e Black Eyed Peas pudessem tocar sem interferência.
O barulho moderado vindo das arquibancadas durante festa desta quinta deverá ser bem diferente da outra cerimônia programada para selar o pontapé inicial do Mundial da África do Sul. Na sexta-feira, meia hora antes do jogo de abertura da seleção anfitriã contra o México, haverá uma apresentação alusiva à cultura africana.
Mas quem foi ao Orlando Stadium esperando uma celebração da etnia local, não se decepcionou. Embora as atrações principais fossem mesmo os estrangeiros Shakira, Black Eyed Peas e Alicia Keys, a cultura local esteve bem representada, graças à ação do sindicato de artistas do país, que exigiu o aumento de atrações vindas do continente africano.
Depois que a cantora sul-africana Lira abriu as celebrações, foi a vez da parte burocrática: o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi ao palco junto com o mandatário da Fifa, Joseph Blatter. Com echarpes quase eclesiásticas e com as mãos para o alto, os dois líderes saudaram o público ensandecido.
“A África do Sul está muito feliz em sediar a Copa de 2010 da Fifa. Gostaríamos de agradecer à Fifa por tomar a decisão de trazer o Mundial pela primeira vez ao continente africano. Especialmente, gostaria de agradecer aos sul-africanos por receberem nossos convidados de maneira tão calorosa”, discursou Zuma.
Em seguida, um vídeo de pouco menos de um minuto trouxe Pelé sorridente no final, encerrando a mensagem deixada por uma série de jogadores e artistas, em prol da educação na África.