Matéria e foto da Redação SRZD | Nacional
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, falou sobre as sanções aprovadas no Conselho de Segurança da ONU contra o Irã, nesta quarta-feira. O chanceler afirmou que o Brasil não acredita nas medidas e alertou para um possível efeito inverso das sanções, deixando as negociações ainda mais difíceis com o país persa. Para Amorim, o acordo feito entre o Brasil, Irã e Turquia foi ignorado porque os promotores das sanções já queriam punir os iranianos e o esforço brasileiro era uma dificuldade, pois traria ainda mais problemas para convercer a opinião pública.
Celso Amorim disse que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o acordo e, de acordo com ele, todos os pedidos do americano foram respeitados. O embaixador disse que três pontos foram considerados essenciais no acordo: a quantidade de urânio que o Irã levaria para outro país (1200 kg), o local para onde o material deveria ser levado (Turquia), além do tempo da troca dos combustíveis, pois o Irã ldaria o urânio não enriquecido antes de receber o material da Turquia.
Para o chanceler, esperava-se que uma saída positiva, pois o objetivo do acordo era criar confiança com o Irã. Amorim disse que o "sim" não era um objetivo e isso fortaleceu a convicção de que o Brasil deveria votar contra as sanções.