
Matéria transcrita da grande mídia Nacional presente no lançamentos do escudo (logotipo) da Copa do Mundo de 2014 no Brasil
Joanesburgo – A Fifa e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciam hoje o início da Copa do Mundo de 2014. Uma festa com cantores e imagens sobre as belezas do Brasil irá incrementar a apresentação do emblema oficial do evento, um dos pilares da fortuna da Fifa, que pretende fazer, no Brasil, o Mundial mais rentável da história.
O logotipo feito por um escritório brasileiro foi registrado na Suíça para que a proteção seja global. A partir de agora, tanto a Fifa como o Comitê Organizador Local negociam a venda do logotipo para empresas que queiram se associar à Copa no Brasil. Ao governo, nenhum centavo será dado. Pelos cálculos da Fifa, a Copa no Brasil irá render 3,8 bilhões de dólares, 600 milhões de dólares a mais que a Copa de 2010.
Os números colocam a Copa 2014 como a mais rentável da história. Desse total, 1,6 bilhão de dólares virão de empresas patrocinadoras e produtos licenciados.
Na África do Sul, vinícolas, produtores de vuvuzelas e centenas de outros produtos foram licenciados. Isso que foram apreendidos 80 milhões de dólares em produtos que usavam de forma ilegal o logotipo, muitos vindos da China.
A Embratur lançará uma campanha de promoção do Brasil no Exterior e o governo promete amplos investimentos. Mas a Fifa alerta que as metas não serão atingidas se o Brasil não aprender com os erros da África do Sul, como o transporte falho, sedes despreparadas, greves e o fiasco na venda de ingressos.
O lançamento ocorre 48 horas após Lula opinar sobre mudanças na gestão da CBF:
Acho que, se a CBF adotasse o que eu adotei quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, a cada oito anos a gente trocava a direção da CBF. No sindicato, a gente trocava.
A sugestão foi recebida com desconfiança pela Fifa, que vem abrindo “guerra” contra governos que tentam intervir na administração do futebol em seus países, como aconteceu com a Nigéria e a França na Copa de 2010.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, conta com a popularidade de Lula para lustrar sua imagem internacional e, publicamente, dificilmente faria uma crítica às vésperas do lançamento da campanha para a Copa do Mundo de 2014.