sexta-feira, 20 de julho de 2012

Nazista mais procurado do mundo é preso em Budapeste

O húngaro Lazlo Csatary, de 97 anos, considerado o criminoso de guerra nazista mais procurado do mundo foi detido em Budapeste nesta quarta-feira, segundo a procuradoria da capital húngara.

De acordo com o comunicado da procuradoria, Lazaro foi detido pela polícia ao amanhecer, em seu terceiro apartamento, desconhecido pela imprensa, no qual vivia tranquilamente há 17 anos, sob sua verdadeira identidade.

Segundo o procurador Tibor Ibolya, o nazista foi interrogado por um juiz com base em uma acusação por "crimes de guerra" e declarou ser inocente. "Ele nega ser culpado de crimes pelos quais é acusado", afirmou o promotor. A justificativa de Csatary é de que estava obedecendo ordens.

Laszlo era o chefe de polícia de uma cidade eslovaca no qual 15.700 judeus foram exterminados ou levados ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Csatary tratou cruelmente os judeus, espancando as mulheres e obrigando-as a cavar trincheiras com as mãos, de acordo com os documentos do aquivo do Centro Simon Wiesenthal.

Antes de voltar para a Hungria, o criminoso havia sido condenado à morte e teria se refugiado no Canadá, onde viveu com uma identidade falsa. Quando as autoridades canadenses descobriram sua identidade verdadeira, em 1995, o nazista já havia fugido para Budapeste.O Centro Simon Wiesenthal havia colocado o antigo chefe de polícia no topo da lista de criminosos de guerra nazistas mais procurados do mundo, em abril desse ano, pois atualmente há poucos foragidos e vivos.

Segundo o presidente da Associação de Filhos e Filhas de deportados judeus da França, Serge Klarsfeld, "todos tem mais de 90 anos".Com base nas informações fornecidas pelo Centro, repórteres do jornal "The Sun" descobriram o paradeiro de Csatary e na edição do dia 15 de julho, o criminoso teria dito aos repórteres que não fez nada, pedindo para que saíssem, antes de bater a porta na cara deles.

Segundo o promotor Tibor, "pela necessidade de respeitar a presunção de inocência e devido a sua idade, para velar por sua saúde, o juiz pode, em um primeiro momento, autorizá-lo a ir pra casa. Nesse caso, a polícia confiscaria seu passaporte".

Imagem e texto transcrito pela SN do Site SRZD
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