terça-feira, 17 de julho de 2012

Uma praça para que ninguém esqueça da tragédia do voo da TAM

Nesta terça-feira serão completados cinco anos de uma tragédia difícil de se esquecer. Em 17 de julho de 2007, às 18h51, o voo JJ 3054 da TAM não conseguiu aterrissar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e chocou-se contra um prédio da própria companhia aérea. O desastre custou a vida de 199 pessoas, entre passageiros, tripulantes e aqueles que se encontravam no edifício.

E é para manter viva a lembrança do episódio que nesta terça-feira será inaugurada a Praça Memorial 17 de Julho, exatamente no local onde ocorreu a colisão. “O Memorial é uma conquista dos familiares, é um terreno sagrado. Ele também passa um alerta. Temos que tirar a lição desta tragédia. As pessoas têm que ter ciência do que pode ocorrer quando se autoriza um avião naquelas condições a pousar”, salienta Dario Scott, presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ 3054 (Afavitam) e pai de Thaís Volpi Scott, que morreu no acidente.


É o mesmo ponto de vista de Christophe Haddad, diretor da Associação Brasileira Parentes eAmigos das Vítimas de Acidentes Aéreo (Abrapavaa). Sua filha Rebeca Haddad também estava no voo. “Fica eternizado para que em São Paulo nunca se esqueça que aquilo podia ser evitado”, diz.


A obra, entretanto, não é um marco fúnebre. Haddad e Dario Scott ressaltam que o Memorial servirá também para enaltecer a vida. Até por isso, não faltou um playground para crianças. No centro da praça está a amoreira que sobreviveu ao impacto da explosão, cercada por um espelho d’água. As pessoas que morreram serão evocadas por 199 pontos de luz no chão. Uma praça com solo sagrado e luminoso.

Noticias-Brasil

Imagem ilustrativa