O pioneirismo do Hospital Santa Isabel, de Blumenau (SC), livrou Lauro Danker, com 56 anos na época, de uma rotina cansativa. A cada seis meses ele fazia transfusões de sangue por causa de uma cirrose hepática que comprometia a função do fígado desde 1997. Depois de um tempo, o intervalo entre as transfusões diminuiu para três meses. A única solução para a doença era a realização de um transplante de fígado. Sem o novo órgão, ele sobreviveria mais um ano, segundo avaliação da equipe médica. O transplante lhe concedeu mais 10 anos de vida, sem contar os que ainda estão por vir.A cirurgia em Lauro Danker foi realizada no dia 18 de agosto de 2002. Ele foi o primeiro a ter o fígado transplantado no estado de Santa Catarina e no Hospital Santa Isabel. Foram necessários dois anos para equipar o Hospital e preparar os profissionais para o transplante.
Duas equipes de especialistas – do Hospital Celso Ramos, de Florianópolis, e do Hospital Santa Isabel, de Blumenau – se dispuseram para executar o transplante hepático. Outros dois especialistas de Curitiba reforçaram o quadro médico do hospital. A cirurgia histórica para a medicina catarinense durou cinco horas e meia. O doador do fígado foi um indaialense de 46 anos, vítima de um acidente de trânsito ocorrido um dia antes do transplante.
A boa estrutura de que o hospital já dispunha para transplantes foi fator importante para o Santa Isabel se tornar o primeiro hospital catarinense a obter o credenciamento pelo Ministério da Saúde para a realização do transplante que salvou a vida de Lauro Danker.
A autorização para a realização de transplantes de fígado no Hospital foi publicada no Diário Oficial da União no dia 28 de março de 2002. Antes disso, a captação de órgãos precisava ser feita no Rio Grande do Sul e no Paraná, por falta de uma equipe autorizada em Santa Catarina, obrigando o receptor catarinense a esperar mais tempo para receber um órgão doado por outro catarinense.
O credenciamento do Santa Isabel permitiu o encaminhamento das doações catarinenses para atender a necessidade das pessoas que estavam na fila de espera da SC Transplantes, responsável por buscar o órgão e levá-lo até o hospital em que é feito o transplante.
Texto e logotipo enviado à Sala de Noticias por Diane Ziemann Assessora de Comunicação
SDP - Hospital Santa Isabel
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